Quarta-feira, Agosto 08, 2007
SUDOESTE 2007
Quarta-feira, Julho 25, 2007
"Evocações, Passagens, Atmosferas" na Gulbenkian
Fausto Zonaro (1854-1929)Segunda-feira, Julho 09, 2007
Super Bock, Super Rock
Apesar de não ter bebido uma única cerveja, dias houve em que nem jantei, foi só chegar a casa, trocar de roupa e rumar até ao Parque Tejo, foi à mesma uma semana em grande que para mim começou terça com The Magic Numbers (estudei muito ao som destas canções, foi por isso um espanto ouvi-los ao vivo e engraçado descobrir que visualmente estão completamente fora de moda: gordinhos e mal vestidos, os cabelos a precisarem de umas tesouradas, acho que o look é propositado, o que é pena), Bloc Party (com o vocalista mais carismático do festival-segundo a minha votação) e Arcade Fire (sem dúvida um dos melhores concertos, 10 músicos em palco, dez! e o público a entoar o recurso sonono mais recorrente deste grupo: oooooooooooh ); quarta não fui mas ouvi dizer que The Jesus an Mary Chain foram uma desilusão (foram lá cumprir) e que LCD SOUNDSYSTEM foi outro dos grandes concertos (uma pena ter sido vencida pelos afazeres profissionais, devia ter ido); quinta foi a última noite e não cheguei a tempo de ouvir The Gossip (o Pedro diz que perdi um bom espectáculo, a vocalista, gorda e cuspideira era coisa digna de se ver, no bom sentido, que ele, o Pedro, ficou maravilhado), cheguei a tempo de ouvir Scissor Sisters (lascivos e loucos) e depois foi dançar até mais não poder com Underworld (uma libertação). À saída distribuíram umas garrafas de água daquelas com sabor, que em circustâncias normais me saberiam a detergente mas ali (estava cheia de sede) foram como água fresca no deserto. Terça-feira, Maio 29, 2007
Floriram os Jacarandás
Segunda-feira, Maio 28, 2007
77ª Feira do Livro de Lisboa
Domingo, Maio 20, 2007
Climas
Sábado, Maio 19, 2007
Cineclube de Faro
Quinta-feira, Maio 17, 2007
Vilhelm Hammershoi (1864-1916)
Há uns tempos, quando visitei Copenhaga, descobri este pintor dinamarquês, V. Hammershoi. Há dias em que me faz bem ir à procura dos postais que trouxe na altura da DEN HIRSCHPRUNGSKE SAMLING e ficar um bocadinho a olhá-los. Há nos seus quadros qualquer coisa de Vermeer, qualquer coisa de Peter de Hooch, qualquer coisa de Edward Hopper, interiores de silêncio, luz difusa e sombras que tranquilizam.
Domingo, Maio 06, 2007
Sábado, Maio 05, 2007
Os da minha rua (2007), Ondjaki
Domingo, Abril 29, 2007
Indie Lisboa 2007
käthe kollwitz (Alemanha, Abril, 2007)
Käthe Kollwitz é considerada uma das grandes artistas alemãs. Acredito que boa parte deste entusiasmo se deva aos temas que aborda, obras muito marcadas pelos efeitos da guerra, da relação entre as mães e os seus filhos (Käthe perdeu dois filhos na guerra). Gosto sobretudo das suas esculturas, em especial uma: "mutter mit zwei kindern".
Colónia, Alemanha (Abril, 2007)
(numa tarde soalheira de domingo, é um prazer ficar por ali, a ler sobre a cidade e a olhar o rio).
Quarta-feira, Abril 25, 2007
25 de Abril 1974

Terça-feira, Abril 24, 2007
Max Liebermann
Max Liebermann, "Die Rasenbleiche", Wallraf-Richartz-Museum, Colónia (Alemanha) Max Libermann foi uma das grandes descobertas desta viagem. Estará certamente entre os melhores pintores alemães, tendo sido também, enquanto homem, uma figura muito interessante e obstinada, capaz até de enfrentar o próprio kaiser. A partir de 1920 tornou-se presidente da Academia de Belas-Artes, lugar que perderia em 1933 devido à sua origem judaica. Morreu dois anos mais tarde, sozinho (a mulher suicidou-se para escapar aos campos de concentração).
Segunda-feira, Abril 23, 2007
Martin-Gropius-Bau (Berlim, Abril/2007)
Sábado, Abril 21, 2007
Caspar David Friedrich (Berlim, Abril/2007)
Reinhold Begas (Berlim, Abril/2007)

Rathausvorplatz (Berlim, Abril/ 2007)
As ruas das lojas (Berlim, Abril/ 2007)
Gendarmenmarkt (Berlim,Abril/2007)
Kulturforum (Berlim,Abril/2007)
O contraponto à Ilha dos Museus (parte Leste) no lado Ocidental, é o Kulturforum. Lá encontrámos a Philharmonie (sede de uma das mais célebres orquestras da Europa, a Filarmónica de Berlim), a Gemäldegalerie e a Neue Nationalgalerie. Neste espaço, vivem-se experiências sensoriais únicas. Lá encontrei quadros que me emocionaram e não esquecerei tão cedo a experiência que foi assistir a um concerto na Philharmonie.
Ilha dos Museus (Berlim, Abril/2007)
Domingo, Abril 15, 2007
Charlottenburg (Berlim, Abril/2007)
Árvores (Berlim, Abril/2007)
Karl-Marx-Allee (Berlim, Abril/2007)
Demora-se bem mais de uma hora a atravessar esta monumental avenida, a mítica Karl-Marx-Allee (chamada Stalinallee até 1961), a primeira "avenida socialista" da RDA. No meio daquela arquitectura estilo "bolo de casamento" foi bom encontrar oásis como o Café Moscovo ou o fantástico Kino International.
Siegessäule (Berlim, Abril/2007)
Sábado, Abril 14, 2007
Ruínas (Berlim, Abril-2007)
É fácil encontrar, nas paredes dos edifícios que sobreviveram, as marcas da guerra. É o caso do edifício em cima, localizado na Grosse Hambuger Strasse, uma rua importante na história dos judeus em Berlim.
Ampelmännchen
Os berlinenses têm especial simpatia por este homenzinho do semáforo, outrora utilizado apenas no lado leste. A sua utilização generalizou-se em toda a cidade, tendo inclusive, contribuido para a diminuição dos acidentes com peões. Uma simpatia que também está a ser utilizada de forma proveitosa no turismo pois o Ampelmännchen passou a ser visto também em canecas, camisolas, bolsas e bijuterias, disponíveis em qualquer posto turístico. Há até quem já tenha patenteado uma mulher semáforo, a Ampelmädchen.Metro (Berlim, Abril/2007)
Nova Arquitectura (Berlim, Abril-2007)
*
A II Guerra Mundial está muito próxima e Berlim é ainda uma cidade em obras, com as gruas a marcarem a paisagem. Sobre os escombros, erguem-se edifícios fantásticos, merecendo a assinatura dos melhores arquitectos da actualidade.
Ursos em Berlim (Abril-2007)
Quarta-feira, Março 28, 2007
O centro do meu mundo
Sábado, Março 24, 2007
Domingo, Março 11, 2007
"A Valquíria" de Wagner no S. Carlos
CCB - "Dido & Aeneas" de Henry Purcell

CCB - Cândida Höfer
Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007
Hoje a minha vida tomou um caminho diferente. Conheci hoje pessoas que nunca tinha visto antes e que vou passar a ver diariamente, para trás ficam outras que dificilmente voltarei a ver. É a vida a obrigar-nos a mudar. Dizem-nos que é para melhor. Nós acreditamos.
Baixa lisboeta, sábado à tarde
Há alturas em que pensamos mais do que noutras, em que ansiamos por momentos de solidão onde possamos estar finalmente livres para ... pensar. Sem nada distrativo que nos impeça de dedicarmos todo o nosso ser a essa absorvente actividade. Como no último filme de Sofia Coppola em que Maria Antonieta pede permissão ao rei para se retirar e vai, em passinhos apressados e saltitantes, através dos amplos corredores de Versalhes, direita ao seu quarto onde se lança sobre a cama, finalmente livre para pensar (só este pequeno momento já faz o filme valer a pena).
Sábado, Fevereiro 10, 2007
Tabu: A Story of the South Seas, de Murnau (1931)

O Velho e o Mar
Terça-feira, Janeiro 30, 2007
Príncipe Real

Este "cedro-do-buçaco" é uma das minhas árvores favoritas de Lisboa. Fica no Jardim do Príncipe Real e tenho a sorte de poder passar sob a sua copa praticamente todos os dias.
Sábado, Janeiro 27, 2007
Fiama Hasse Pais Brandão (1398-2007)

*
Jamais uma paisagem
pode integralmente preencher o espaço ou
+++++++++++++++++ coração real,
jamais me alimentei de fumos como esses
da outra margem, jamais me basta ver e
+++++++++++++ rever. Sobretudo
depois de percorrer a Ibéria atenta aos montes
Hermínios, as Astúrias, a esse Ebro. Quem
assim vive sabe que morrerá como quem
em consciência dispõe a ordem e a desordem
+++++++++++++++++ da sua vida.
Virginia Astley

From gardens where we feel secure, a minha banda sonora de Verão para estes dias de frio. Óptimo para ouvir enquanto se lê pois a música não é intrusiva, limita-se a criar atmosfera. Virginia Astley.
Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
Através das Oliveiras, Abbas Kiarostami, 1994

Vi este filme, há uns anos atrás, no Cineclube de Faro. De tantos que vi nessa altura (foi nessa sala que aprendi a gostar de Cinema), guardei este com carinho, sobretudo o famoso plano final em que Hossein tenta convencer Tahereh a casar-se com ele (a família dela não concorda com o casamento), seguindo-a através das oliveiras (lá está), enquanto ela caminha, alguns seguros passos adiante, indiferente ao "maior coiro" de todos os tempos. A certa altura, deixamos de o ouvir e tudo o que vemos são dois pontinhos brancos perdidos na distância, no meio do verde, sempre em movimento, um atrás do outro.
SCOOP de Woody Allen
"Afinal de contas, Woody Allen é alguém que, discretamente, assume as consequências de um universo em que dizer "eu" é, por assim dizer, um princípio sagrado de trabalho. Daí que o vejamos envelhecer como um amigo em que admiramos a didáctica combinação de realismo e magia. A sua arte ajuda-nos a lidar com as incertezas do mundo."citando João Lopes, Diário Notícias, 19/01/2006, revista 6.ª
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007
Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
Amadeo de Souza-Cardoso


Foi um verdadeiro fenómeno de massas esta exposição de Amadeo na Fundação Calouste Gulbenkian. Tão grande que na noite de sábado 13 para domingo 14, a Gulbenkian não fechou portas e ainda assim as filas pareciam não querer diminuir. A foto em baixo foi tirada ao final do dia de sábado, numa altura em que as filas estavam no pico. Para não as enfrentarmos, resolvemos ir ao cinema, jantar, passar por casa para estender uma máquina de roupa e pôr doce de tomate em frascos; quando voltámos à carga, o cenário já era bem diferente (foto de cima, por volta das 5,00h da madrugada de domingo).
Bom Ano Novo! (a frase mais dita, por estes dias)


Entrei no Ano Novo, no Porto. Finalmente a visita à Casa da Música (na foto em baixo), finalmente a visita nocturna ao Maus Hábitos, um bar muito descontraído mesmo em frente ao Coliseu ... finalmente voltar a Serralves e dirigir os meus desejos de Ano Novo à árvore, do outro lado da enorme janela, qual Floribela pensativa.
Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Abraços Grátis
Domingo, Dezembro 03, 2006
Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan
Sábado, Dezembro 02, 2006
Dans Paris de Christophe Honoré

Quarta-feira, Novembro 29, 2006
Paris je t´aime
Fiquei com vontade de voltar a Paris e caminhar pelos seus bairros, depois de ver este Paris je t´aime. Trata-se de um filme colectivo, composto por uma sucessão de pequenas histórias, da autoria de diferentes realizadores. Em comum, têm o facto de promoverem Paris como uma cidade especial onde afectos de toda a casta acontecem, desde o amor maternal, ao amor paixão, ao amor à primeira vista, passando pelo amor surreal (entre dois mimos) até culminar no amor à própria cidade. A única pena é irmos perdendo o rasto às personagens pois as histórias são curtas e independentes entre si. Se nunca tivesse ido a Paris, até poderia julgar tratar-se de uma forma inteligente de promover a cidade e o seu turismo. Mas quando penso na única vez em que lá estive, as certezas de que este filme seja apenas ficção diminuem drasticamente.
Mário Cesariny

"ama como a estrada começa"
Lembro-me da interrogação sobre o sentido deste verso, da primeira vez que o li. Como acontece com toda a poesia, acabei por lhe encontrar um sentido íntimo embora sempre tenha mantido a curiosidade em saber o que o autor (Cesariny) tinha em mente quando o escreveu. Recentemente, num documentário que passou na TV, pude finalmente ficar a saber porque o poeta respondeu assim à tão esperada pergunta: "Não sei o que este verso quer dizer... mas quer dizer."
Esta resposta não é apenas uma pista para entender o Surrealismo. É uma pista para entender a poesia.
Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Mário Cesariny de Vasconcelos (Agosto de 1923 - Novembro de 2006)
Domingo, Novembro 19, 2006
Lisboa, esta tarde
Em baixo: morador no Bairro de Santa Catarina, à janela.
Como o Cinema era Belo
The Ghost and Mrs. Muir de Joseph L. Mankiewicz (O Fantasma Apaixonado, na tradução portuguesa) é um dos filmes que passa neste ciclo de cinema na Gulbenkian. Sobre ele, escreveu Bénard da Costa:"Não há filme mais triste. Não há filme mais bonito. Deixem-me ficar ao pé da mulher que nasceu tarde de mais para atravessar os sete mares e para ver o sol da meia-noite. Deixem-me ficar ao pé do capitão que morreu cedo de mais para a poder beijar ou para poder deitar-se com ela. Ou deixem-me acreditar que não há cedo nem tarde e que o único amor que existe- é o amor surreal, esse que Rex Harrison e Gene Tierney encontram no final, quando desaparecem na névoa, atravessada a última porta."
É certo que uma obra de arte vale por si, não necessita de metalinguagens para nada. Mas Bénard da Costa consegue sempre acrescentar qualquer coisa, algo que vem consolidar o nosso amor por determinado filme. Há uma afectividade contida, emocionada, nas críticas que faz aos filmes que nos dá a conhecer. Bénard da Costa fala de alguns filmes usando do mesmo tipo de ternura que eu usaria para falar do gato Pirolito que me morreu na infância ou da nespereira que o meu pai plantou em criança. Os filmes são marcos na sua vida: "(...) fui buscar a mais bela, esse The Ghost and Mrs. Muir de Joseph L. Mankiewicz, que me persegue desde que o vi, ainda não tinha 13 anos, até que o revi, nesta mesma Gulbenkian, ainda não tinha 45 anos e nunca mais pensei que nestes últimos 25 anos o fosse rever tanto e tanto até quase o saber de cór." Talvez não seja abusivo dizer que os filmes são a sua vida.
Como o Cinema era Belo
Inserido nas comemorações dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian (1956-2006), o ciclo "Como o Cinema era Belo" apresenta-nos, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, 50 filmes inesquecíveis, distribuídos por sábados e domingos até 18 de Fevereiro/2007.Terça-feira, Novembro 14, 2006
Rumo ao Sul: Miróbriga
Rumo ao Sul: Miróbriga, Alentejo
Domingo, Novembro 12, 2006
Sábado, Novembro 11, 2006
Rumo ao Norte: Vidago

Terça-feira, Novembro 07, 2006
Rumo ao Norte: Vidago
Rumo ao Norte: Vila Real


Rumo ao Norte: Peso da Régua
Aqui estamos em pleno Douro vinhateiro. Espero muito voltar a fazer este percurso que tanto me impressionou: entre Sabrosa e o Pinhão e dali, junto ao rio, até Peso da Régua. O Orlando Ribeiro explicava a natureza do povo português de acordo com o espaço geográfico onde este se insere. Sempre achei esta hipótese pouco plausível mas ver aqueles socalcos fez-me compreender a tenacidade das gentes do Norte de uma maneira diferente. Rumo ao Norte: Viseu
Quarta-feira, Novembro 01, 2006
Rumo ao Norte: Figueiró dos Vinhos
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
The Pillow Man

Foi por um triz que não falhei esta peça no renovado Teatro Maria Matos mas tudo acabou em bem graças a alguém que desistiu da sua reserva, no último dia de exibição, e me possibilitou tomar o seu lugar, não obstante este ficar mesmo atrás do teenager mais guelhudo da sala. Valeu-me a contaminação cinematográfica da encenação portuguesa (obrigada Tiago Guedes) que fez com que grande parte da peça se passasse numa espécie de ecrã, elevando assim o palco acima da linha do olhar.
Domingo, Outubro 15, 2006
Lady in the water de M. Night Shyamalan
Sábado, Outubro 14, 2006
Quarta-feira, Outubro 11, 2006

O metro de Londres faz-me lembrar a casa da toupeira de uns desenhos animados que via quando era criança e que adorava. Percorrê-los é entrar num universo de aventuras e brincadeiras, para o qual até uns ratitos que vi a passearem-se pelas linhas, dão a sua contribuição (felizmente não vi nenhuma ratazana, senão o caso mudava de figura).

Mercado em Brick Lane, uma espécie de Feira da Ladra lá do sítio onde é possível encontrar de tudo um pouco, desde televisões roubadas, antiguidades, roupas, frutas e até uma Convenção Anual de Tatuagem, à porta da qual serpenteava uma grande fila de gente unida pelo facto de todos esconderem (ou não) no mínimo uma tatuagem em alguma parte do seu corpo.
Terça-feira, Outubro 10, 2006

Fiquei a modos com o coração nas mãos por causa do patife deste miúdo (digamos que do outro lado das grades, é o rio). Londres às vezes parecia-me um palco enorme onde todos procuravam exibir as suas habilidades, nas ruas, no metro, há sempre alguém que se expõe de uma maneira que nos capta a atenção. Sábado, Outubro 07, 2006
Sexta-feira, Outubro 06, 2006
Quinta-feira, Outubro 05, 2006
Imagens do ceu entre Lisboa e Londres, esta tarde
Terça-feira, Outubro 03, 2006
Gostos Simples
Eis como se pode fazer feliz uma rapariga como eu: um dia ao entardecer, junta-se uns amigos que nos vêm bater à porta, poucos mas bons como se costuma dizer, pensa-se que se calhar até não era má ideia a malta ir comer a qualquer lado, alguém sugere o La Trattoria e partimos. Chegados lá, que giro, que restaurante tão "Nova Iorque", já reparaste que os vemos a cozinhar-gosto sempre de ver a cozinha nos restauantes, o meu calzoni está óptimo, o vinho é excelente, aquela pizza está cá com um bom aspecto (deve ser do forno a lenha), o teu rizotto também não está nada mal e o vinho que bem que me está a saber, umas piadas parvas entre garfadas, umas gargalhadas, ai as sobremesas, uns desabafos, a conta até nem custou muito a pagar e no fundo dos nossos pratos vazios fica a promessa de voltar (talvez com mesa junto à janela).
Domingo, Outubro 01, 2006
Sábado, Setembro 30, 2006
Livros em Desassossego
Higiene Pessoal
Quarta-feira, Setembro 27, 2006
Vida de Estudante

Quinta-feira, Setembro 21, 2006
Domingo, Setembro 17, 2006
"Faça Favor", um filme de Pierre Salvadori
Uma comédia inteligente, que esconde por detrás da sua ligeireza uma espécie de "teoria do beneficio". Sábado, Setembro 16, 2006
Its a girl !

Quarta-feira, Setembro 13, 2006
fotografias da rua de Lisboa que eu mais piso

As fotos ainda estão um bocadinho toscas mas são a primeira fornada da minha mais recente aquisição: uma pequena máquina fotográfica Olympus (digital que é para me facilitar a vida). Geração "Anos 90"

As mesmas canções, mas em cantonês (nas fantásticas versões de Faye Wong) podem ser ouvidas aqui.
Perder o medo de voar
Mas com o vídeo que encontrei no blog do Rui, talvez consiga voar outra vez: Bright Eyes com "At the Bottom of Everything" (lindo!).
Sábado, Setembro 09, 2006
United 93 (Paul Greengrass)

Quinta-feira, Setembro 07, 2006
Uma casa feita com livros
Na Gulbenkian (hall do CAMJAP) até Dezembro deste ano é possível entrar numa casa feita com livros. A instalação chama-se Book Cell e o autor Matej Krén (n. 1958 na Eslováquia). A experiência de atravessar esta estrutura arquitectónica é uma verdadeira vertigem na medida em que o corredor que nos conduz é ladeado por espelhos que multiplicam ad infinitum o padrão de livros empilhados.Terça-feira, Setembro 05, 2006
os peixes também envelhecem e morrem

Sexta-feira, Setembro 01, 2006
Sonhar com Xangai (Wang Xiaoshuai)

Quinta-feira, Agosto 31, 2006
A Ideia de Europa - George Steiner

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Autobiografia
Sexta-feira, Agosto 25, 2006
Uma das poucas coisas que sei de cor
David Mourão Ferreira
Quarta-feira, Agosto 23, 2006
Pensamentos Ilustrados
Sábado de manhã, no Cabeleireiro do meu Bairro
Terça-feira, Agosto 22, 2006
Miami Vice (Michael Mann)

Pensei que Miami Vice fosse um filme de porrada, com gajos latinos montados nas suas altas máquinas (descapotáveis, motos, lanchas, aviões a jacto), grandes mansões, muito neon, muito gel naqueles cabelos. Afinal encontrei mais do que isso. A história de Pedro e Inês
Segunda-feira, Agosto 21, 2006
Il Mare



"Sung-Hyun, há três coisas que não podem ser escondidas: a tosse, a pobreza e o amor... quanto mais tentamos escondê-las, mais elas aparecem."
do filme coreano Il Mare, realizado por Hyun-Seung Lee (2000)
Domingo, Agosto 20, 2006
Craigie Horsfield na Gulbenkian

'The work I make is intimate in scale but its ambition is, uncomfortable as I find it, towards an epic dimension, to describe the history of our century, and the centuries beyond, the seething extent of the human condition."
Neste domingo soalheiro, fui até ao CAMJAP/Fund. Calouste Gulbenkian onde até Setembro estará patente a exposição "Relation", que reúne 35 anos de trabalho do fotógrafo inglês Craigie Horsfield.
Basta Café-Jardim

Sexta-feira, Agosto 18, 2006
Vizinhança
Quinta-feira, Agosto 17, 2006
Documentário sobre Lídia Jorge

Cada vez me acontece mais isto: gostar da obra de determinado escritor e detestar a pessoa de carne e osso. Tal não me aconteceu com Lídia Jorge. A figura não me desiludiu, nem pelo que disse nem pela impressão não verbal que me causou: a forma como fala, como se senta de costas direitas, rigorosa, na ponta de um sofá, como ocupa o espaço numa sala cheia de livros, como sorri enquanto fala, a justeza nos gestos, muito aprumada, a voz levemente estridente embora pausada, a impressão de minúcia na pronuncia dos erres alveolares... sinto automática empatia pelas pessoas que pronunciam os erres com a língua contra o céu da boca em vez do erre uvular (tipo escarro). E ela pronuncia o erre inicial na palavra "rigor" com a língua a vibrar no mesmo sítio onde pronunciaria o erre na palavra "trovoada", uma forma de pronunciar que infelizmente se vai perdendo (só algumas zonas mais rurais a conservam, a maioria de nós aderiu à influência francesa do rrrrrrr gutural).
Descobri que escreve por verdadeiro prazer o que é cada vez mais raro ouvir de um escritor, pois para muitos, o processo de escrita é referido como uma experiência dolorosa e sofrida. Pelo contrário, Lídia Joge, quando está embrenhada num romance, diz sentir momentos de verdadeira felicidade, momentos em que atinge uma "concentração cruzeiro" tal que nem se apercebe da passagem do tempo. De cada romance que escreveu, lembra-se dos momentos essenciais da sua escrita, do que considera nevlálgico em cada livro. Não é coincidência que palavras como "fundamental", "essencial", "primordial", se repitam com alguma reiteração no seu discurso oral e escrito. São apenas a manifestação do seu espírito sintético e claro.
Dos sonhos de infância, lembra-se de pensar que, quando crescesse, gostaria de ter uma profissão que lhe permitisse transformar a sua vida numa longa tarde de Verão: uma tarde em que pudesse ler até serem horas de ir dormir.
Há ainda outra coisa que retive e que vou escrever para não me esquecer (acho que este blog deveria ter-se antes chamado Memória de Elefante-pensei isso hoje): Lídia Jorge considera que o romance se distingue enquanto obra de arte pelo facto de possibilitar um envolvimento que se prolonga no tempo. Um romance vai entrando na nossa vida interior, lenta e demoradamente, construindo-se à nossa frente, permanencendo de forma muito mais duradoira do que qualquer outra obra de arte. E isto deve-se simplesmente ao facto de demorarmos mais tempo a ler um livro do que a ver um filme ou a ver uma pintura.
Ruralidade

"Ao contrário dos outros que foram e não voltaram, essa vai mas regressa, regressa sempre. Essa encontra-se presa ao pé boto de Custódio Dias, à mulher dele, às árvores dele, às galinhas desaparecidas, aos últimos ovos, às últimas portas da cancela, aos últimos melins e arreatas, está presa às últimas alfaias da casa. Não se pode salvar. Todas as cartas que vier a escrever serão sobre esses objectos mortos que jazem por terra, que estão pendurados nas paredes, que estão na rua à chuva, nos buracos luarentos dos palheiros, nas geringonças dos sarilhos dos poços, nos alcatruzes das noras, presa das mortes dos criados e das meninas que nelas se afogam, das avencas que fazem molhos verdes e se confundem com o dorso dos sapos (...) Ela está presa ao coração oculto das pedras. Ela nem vai, ela só regressa."
Quarta-feira, Agosto 16, 2006
Regra de Pareto ( I )
A regra é de enorme simplicidade: 20% das famílias detêm 80% da riqueza. É esta a conclusão a que Pareto chegou. E o que tem de extraordinário é que pode ser aplicada a um sem número de realidades da vida (para o bem e para o mal):
- Será verdade que apenas 20% do que nos dizem as pessoas é responsável por 80% do que interiorizamos?
- Que 20% do que lemos num livro corresponde a 80% da nossa memória desse livro?
- Que 20% das mulheres/homens detém a atenção de 80% dos homens/mulheres?
- Que 80% dos erros que cometemos corresponde a 20% de causas?
Quando estiver à espera em filas, já sei com que me entreter: vou pensando em mais exemplos.
Promete-se uma sequela.
Terça-feira, Agosto 15, 2006
Romance & Cigarettes

Take itTake another little piece of my heart
now babyTake another little piece of my heartI know you willBreak itBreak another little piece of my
heart now babycause
you know you got it if it makes you feel good, so good
Histórias de Piratas
Segunda-feira, Agosto 07, 2006
Lema de Vida
Luísa Costa Gomes, Contos outra vez, ed. Cotovia




































































