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segunda-feira, maio 28, 2007

domingo, abril 29, 2007

käthe kollwitz (Alemanha, Abril, 2007)

Käthe Kollwitz é considerada uma das grandes artistas alemãs. Acredito que boa parte deste entusiasmo se deva aos temas que aborda, obras muito marcadas pelos efeitos da guerra, da relação entre as mães e os seus filhos (Käthe perdeu dois filhos na guerra). Gosto sobretudo das suas esculturas, em especial uma: "mutter mit zwei kindern".

Colónia, Alemanha (Abril, 2007)

As cidades são sempre mais bonitas, vistas da outra margem. Dessa outra margem percebe-se o que dá recorte à paisagem de Colónia: a Catedral , a igreja St. Martin e o rio Reno.

Catedral de Colónia (Kölner Dom)
Levou 600 anos a ficar concluída, a construção iniciou-se no séc XIII e em 1880, quando ficou terminada, era o prédio mais alto do mundo. Segundo a lenda, é no seu interior que estão sepultados os restos mortais dos Reis Magos.

O passeio do Reno
(numa tarde soalheira de domingo, é um prazer ficar por ali, a ler sobre a cidade e a olhar o rio).

Vista de uma das torres da catedral (em baixo, o Museu Ludwig, do outro lado, o Köln Triangle)

Uma das praças mais bonitas de Colónia, a Fischmarkt.




Uma das principais ruas de lojas: a Schildergasse.

Vista do outro lado do rio Reno, do alto do moderno edifício Köln Triangle Panorama.


Fischmarkt

Um David muito pós-moderno, em frente ao Museu Ludwig, perto da Catedral.

terça-feira, abril 24, 2007

sábado, abril 21, 2007

Rathausvorplatz (Berlim, Abril/ 2007)

Fonte de Neptuno com a Rotes Rathaus (Câmara Municipal Vermelha), ao fundo.
Fonte de Neptuno com a Marienkirche ao fundo.
No centro desta praça ergue-se a Fonte de Neptuno, obra de um escultor que fiquei a conhecer (há esculturas dele na Alte Nationalgalerie): Reinhold Begas. A fonte é admirável pelo pormenor das figuras que rodeiam Neptuno, caranguejos, peixes e quatro deusas que representam os maiores rios da Alemanha.

Porta de Brandeburgo (Berlim/2007)



Qualquer visita a Berlim implica uma passagem pela Brandenburger Tor, encimada pela conhecida escultura Quadriga. Os brasileiros chamam-lhe Portão de Brandeburgo ... é de facto mais um portão do que uma simples porta.

As ruas das lojas (Berlim, Abril/ 2007)

No lado Ocidental, a rua de compras mais animada é a Kurfürstendamn, mais conhecida como Ku´damm. É lá que estão os armazéns Kadewe. Gostei de saber que esta larga avenida foi rasgada no sítio de um antigo caminho para a floresta de Grunewald (Floresta Verde).


Na longuíssima Friedrichstrasse ficam os Quartier 205, 206 e 207, um conjunto de galerias com lojas de luxo (na maioria), ligados por uma passagem subterrânea. Também é nesta rua que fica o Checkpoint Charlie, o único ponto de passagem (entre 1961 e 1990) para estrangeiros entre Berlim Leste e Berlim Ocidental. Agora estão lá uns militares americanos com os quais é possível posar para uma foto a um euro (pena que só descobri no final ...).

Gendarmenmarkt (Berlim,Abril/2007)


Esta é uma praça muito bonita, bem perto da movimentada rua Friedrichstrasse. De um lado, ergue-se a Catedral Francesa, do outro, a Catedral Alemã, ao centro, a Konzerthaus, um edifício neoclássico do mais famoso arquitecto berlinense dessa época: Karl F. Schinkel. E depois há esplanadas, gente a apanhar sol, árvores nas partes laterais e a estátua do poeta Schiller, muito branquinha no meio da praça.

Kulturforum (Berlim,Abril/2007)





O contraponto à Ilha dos Museus (parte Leste) no lado Ocidental, é o Kulturforum. Lá encontrámos a Philharmonie (sede de uma das mais célebres orquestras da Europa, a Filarmónica de Berlim), a Gemäldegalerie e a Neue Nationalgalerie. Neste espaço, vivem-se experiências sensoriais únicas. Lá encontrei quadros que me emocionaram e não esquecerei tão cedo a experiência que foi assistir a um concerto na Philharmonie.

Ilha dos Museus (Berlim, Abril/2007)

O Bodemuseum com a Fernsehturm (torre da televisão) ao fundo. A torre vê-se de quase todo o lado em Berlim, é quase um farol, os berlinenses chamam-lhe Telespargel ou palito (a malta põe alcunhas a grande parte dos edifícios marcantes da cidade) . Continua a ser a estrutura mais alta da cidade embora tenha sido construída em 1969.





Em frente à Alte National Galerie estavam uns músicos. Ao lado deste, na foto, estava um outro que conseguia extrair música a partir da vibração dos dedos molhados nos bordos de copos de vários tamanhos. Fiquei vidrada a pensar no talento dos alemães para a música.



Foi nesta ilha que nasceu Berlim, nos começos do séc XIII. Aqui encontramos a Berliner Dom (catedral de Berlim) e uma das maiores concentrações de museus que tenho visto, entre os quais o Bodemuseum, o AltesMuseum, o Pergamonmuseum e a fantástica Alte Nationalgalerie.

Maçãs (Berlim, Abril/ 2007)

Comprar maçãs em Berlim não é tarefa simples, a variedade é inacreditável.

Memoriais (Berlim, Abril/2007)




A memória dos judeus mortos durante o Holocausto é evocada um pouco por toda a cidade. Há sítios, como a Grosse Hamburger Strasse (uma das principais ruas do antigo bairro judeu de Berlim) onde é inevitável a sensação de "frio na barriga".

domingo, abril 15, 2007

Charlottenburg (Berlim, Abril/2007)


Charlottenburg é uma das zonas mais encantadoras de Berlim, com os seus relvados, árvores e um lago. Era originalmente o retiro de Verão da rainha Sophie Charlotte e o complexo conseguiu sobreviver desde o séc XVIII (coisa rara numa cidade como Berlim). Havia muita gente a passear-se por ali (era fim-de-semana).

Árvores (Berlim, Abril/2007)

(árvores no Tiergarten, o pulmão de Berlim)


O meu olhar andava habituado às paisagens com pinheiros e eucaliptos. Em Berlim, boa parte das árvores são tílias, bordos, áceres ou plátanos. Nesta altura do ano, algumas destas árvores já começavam a ter folhas e flores, outras ainda estavam muito despidas e invernosas.


(há muitas árvores e um lago com patos em Charlottenburg)


(a bucólica Bebelplatz)



(estas árvores quase dão vontade de viver nestes prédios de muitos andares ao melhor estilo soviético)

Karl-Marx-Allee (Berlim, Abril/2007)





Demora-se bem mais de uma hora a atravessar esta monumental avenida, a mítica Karl-Marx-Allee (chamada Stalinallee até 1961), a primeira "avenida socialista" da RDA. No meio daquela arquitectura estilo "bolo de casamento" foi bom encontrar oásis como o Café Moscovo ou o fantástico Kino International.

Siegessäule (Berlim, Abril/2007)



A Siegessäule (coluna da Vitória) ergue-se numa rotunda (Grosser Stern) onde confluem cinco grandes estradas, em pleno coração do parque Tiergarten. Vistas lá de cima, as árvores do parque pareciam pompons.

sábado, abril 14, 2007

Ruínas (Berlim, Abril-2007)

Nem tudo em Berlim foi reconstruído. Há ruínas que ficaram, propositadamente, para que ninguém se esqueça. É o caso da Igreja da Memória (Kaiser-Wilhelm-Gedächtnis-Kirche), destruída nos bombardeamentos de 1943 e assim deixada. Ao lado do que resta da antiga igreja, foi contruída uma nova igreja octogonal, em vidro azul, com uma torre sineira separada. Fica localizada na Breitscheidplatz, uma animada praça, perto da Ku´dam, uma espécie de centro da antiga Berlim Ocidental. A foto em cima foi tirada sábado passado, do 22º andar do Europa-Center, e lá em baixo parecia haver uma confusão de formigas às compras.
Outros vestígios do passado são os pedaços de muro que ainda vamos encontrando um pouco por toda a cidade. O maior troço está em East Side Galery mas também no sítio onde agora funciona a exposição "Topographie des Terrors" podemos encontrar um troço com alguma dimensão. Neste sítio, em NiederKirchner Strasse foram erigidas algumas das instituições mais temidas do Terceiro Reich como o quartel-general da Gestapo ou o Serviço de Segurança das SS. Na foto em cima, por detrás do muro, vemos um desses edifícios, curiosamente é aí que actualmentes estão instalados os serviços de Finanças (ora aí está um edifício que não se livra da má fama).


A fachada em ruínas é tudo o que resta da outrora enorme e imponente Estação Central de Caminhos-de-Ferro de Berlim.


É fácil encontrar, nas paredes dos edifícios que sobreviveram, as marcas da guerra. É o caso do edifício em cima, localizado na Grosse Hambuger Strasse, uma rua importante na história dos judeus em Berlim.