sábado, abril 21, 2007
Ilha dos Museus (Berlim, Abril/2007)
domingo, abril 15, 2007
Charlottenburg (Berlim, Abril/2007)
Charlottenburg é uma das zonas mais encantadoras de Berlim, com os seus relvados, árvores e um lago. Era originalmente o retiro de Verão da rainha Sophie Charlotte e o complexo conseguiu sobreviver desde o séc XVIII (coisa rara numa cidade como Berlim). Havia muita gente a passear-se por ali (era fim-de-semana).
Árvores (Berlim, Abril/2007)
O meu olhar andava habituado às paisagens com pinheiros e eucaliptos. Em Berlim, boa parte das árvores são tílias, bordos, áceres ou plátanos. Nesta altura do ano, algumas destas árvores já começavam a ter folhas e flores, outras ainda estavam muito despidas e invernosas.
Karl-Marx-Allee (Berlim, Abril/2007)
Demora-se bem mais de uma hora a atravessar esta monumental avenida, a mítica Karl-Marx-Allee (chamada Stalinallee até 1961), a primeira "avenida socialista" da RDA. No meio daquela arquitectura estilo "bolo de casamento" foi bom encontrar oásis como o Café Moscovo ou o fantástico Kino International.
Siegessäule (Berlim, Abril/2007)
sábado, abril 14, 2007
Ruínas (Berlim, Abril-2007)
É fácil encontrar, nas paredes dos edifícios que sobreviveram, as marcas da guerra. É o caso do edifício em cima, localizado na Grosse Hambuger Strasse, uma rua importante na história dos judeus em Berlim.
Ampelmännchen
Os berlinenses têm especial simpatia por este homenzinho do semáforo, outrora utilizado apenas no lado leste. A sua utilização generalizou-se em toda a cidade, tendo inclusive, contribuido para a diminuição dos acidentes com peões. Uma simpatia que também está a ser utilizada de forma proveitosa no turismo pois o Ampelmännchen passou a ser visto também em canecas, camisolas, bolsas e bijuterias, disponíveis em qualquer posto turístico. Há até quem já tenha patenteado uma mulher semáforo, a Ampelmädchen.Metro (Berlim, Abril/2007)
Aqui passa a linha U2 que por sua vez também passa pelo Zoo de Berlim (e assim se inspiraram os U2). Os transportes em Berlim funcionam muito bem, a rede de autocarros é tão ou mais eficiente que a do metro e durante o dia nunca se espera mais de 10-15 minutos por um autocarro. Aqui sente-se o rigor germânico a funcionar. Mas nem tudo são rosas: no meio de tanta monumentalidade (avenidas longas e largas), a falta de passadeiras para os peões obriga-nos a dar grandes voltas ou a aumentar o ritmo cardíaco enquanto se atravessam estradas "à maluca". Depois, não é só com os carros que temos de ter cuidado, naquela planura, abundam rápidos ciclistas. Sabe bem, por isso, atravessar com ajuda dos típicos homenzinhos dos semáforos, outrora apenas utilizados no lado leste, os carinhosamente chamados Ampelmännchen, um dos poucos símbolos da antiga Alemanha Oriental a ser bem aceite em toda capital.
Nova Arquitectura (Berlim, Abril-2007)
É em redor da Potsdamer Platz que se erguem os mais impressionantes edifícios, numa reinterpretação desta histórica praça que foi totalmente devastada durante a II Guerra e mais tarde, dividida ao meio pelo muro.
Cone de luz da autoria de Jean Nouvel, no centro do edifício das Galerias Lafayette, Frierichstrasse.
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A II Guerra Mundial está muito próxima e Berlim é ainda uma cidade em obras, com as gruas a marcarem a paisagem. Sobre os escombros, erguem-se edifícios fantásticos, merecendo a assinatura dos melhores arquitectos da actualidade.
Ursos em Berlim (Abril-2007)
O urso é o símbolo de Berlim e a cidade está cheia deles, no sentido denotativo. Não é a toa que em vez dos Óscares, o Festival de Cinema de Berlim premeia com Ursos de Ouro, Prata e Bronze. Aliás, o entusiasmo dos berlinenses pelos ursos é mesmo sincero a julgar pela polémica que se instalou por estes dias em torno de um urso polar bébé que nasceu no Zoo de Berlim. Knut nasceu em Dezembro do ano passado e foi rejeitado pela mãe tendo sido criado por tratadores, caso contrário já teria morrido. Alguns activistas foram da opinião que o ursinho deveria ser abatido, opinião que acabaria por ser contrariada pelo próprio Zoo. Resultado: as visitas ao Zoo de Berlim aumentaram, já foram vendidos mais de 2,4 mil ursinhos de peluche Knut e as acções da empresa Zoologischer Garten Berlin AG (Jardim Zoológico de Berlim S/A) dispararam.
Nos famosos armazéns Kadewe (abreviatura de Kaufhaus des Westerns, um dos maiores templos de consumo europeus, equiparável apenas ao Harrod´s de Londres ou às galerias Lafayette de Paris) encontrámos aquela que será provavemente uma das maiores concentrações de ursos de peluche no mundo, com destaque para os da histórica marca alemã "Steiff".
quarta-feira, março 28, 2007
O centro do meu mundo
Num dos seus romances ou crónicas, já não sei bem, António Lobo Antunes escreve que o centro do seu mundo é a cama antiga dos pais, na casa de Benfica. No JL de 17/Janeiro/07, esta ideia de centro do mundo que tanto me impressionou, volta a aparecer, numa Autobiografia de Francisco José Viegas: "O Pocinho é, ainda hoje, o centro do meu mundo, nesse retrato composto pelo rio, pelo vale rochoso e árido, pelo Vale Meão, pelas vinhas, pelo pequeno fio de choupos que acompanha as suas margens, pelas escarpas que sobem para Santo Amaro, para a Lousa (mais ao longe) e pelos amendoais abandonados que vão até Cedovim, onde também vivi."
Partilho com estes dois escritores esta necessidade referencial porque aquilo que sou, vive da memória de lugares. Não são lugares deslumbrantes mas também não são feios de todo. São lugares que visito amiúde porque são o centro do meu mundo (alguns estão nas foto acima).
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